Linhas de Atuação

Produtos

Uma análise das potenciais soluções e instrumentos financeiros que melhor sirvam as empresas ditou a seleção dos seguintes produtos a oferecer pela IFD.

Instrumentos Financeiros cofinanciados por FEEI

Capitais alheios

  • Apoio ao Fundo de Contragarantia, para contragarantia parcial das garantias emitidas por entidades especializadas (SGM) sobre empréstimos bancários a PME.
  • Bonificações de juros de empréstimos às PME ou de comissões s/ garantias emitidas por entidades especializadas em benefício de Bancos Comerciais no financiamento às PME.
  • Apoio ao desenvolvimento de instrumentos de securitização de carteiras de crédito a PME.
  • Eventualmente, poderão apoiar-se instrumentos que atuem ou apresentem produtos novos no âmbito do Plano Juncker e mesmo fundos de empréstimo ou de obrigações, destinados a fins específicos e áreas onde o mercado não ofereça soluções.

Capital próprios ou Quase Capital Próprio

  • Subscrição de Fundos de Capital de Risco:
    – Instrumentos a desenvolver em conjunto com entidades privadas.
    – Visando soluções para as várias fases de desenvolvimento de negócios das PME alvo, através da promoção de diferentes veículos como Fundos de Seed Capital, de Start-Up, de Capital de Desenvolvimento e, se possível, transmissão de empresas.
  • Subscrição de fundos especializados em Quase-Capital (atípicos, inovadores):
    – A fim de reforçar o capital e financiamento de longo prazo das PME, poderão direcionar-se recursos para investimentos em novos instrumentos que ofereçam produtos de Quase-Capital, como Mezzanine e Dívida Subordinada, Ações Preferenciais, Obrigações Participantes, Obrigações Convertíveis e Capital Reversível, entre outros.
  • Subscrição de Fundos de Coinvestimento com Business Angels:
    – Instrumentos a desenvolver em conjunto com entidades privadas.
    – Visando aumentar o investimento por Business Angels em PME, serão desenvolvidos novos programas de coinvestimento, nomeadamente via fundos ou veículos de investimento coletivo com especialização setorial, se for caso disso, para apoiar projetos e empresas (em especial inovadoras) nas fases iniciais da sua atividade.

Gestão de financiamentos obtidos junto de instituições financeiras internacionais

Capitais alheios

  • Instrumentos a desenvolver em conjunto com entidades internacionais (multilaterais, congéneres de outros países) e banca retalhista nacional.
  • Empréstimos individuais serão realizados em parceria com intermediários financeiros, nomeadamente via redes de bancos comerciais.
    On Lending
    A IFD poderá obter financiamentos de entidades como o KfW ou o BEI, a preço e prazo mais vantajosos do que as existentes no mercado nacional, que contrata dentro do seu balanço para, em seguida, celebrar contratos com as instituições financeiras nacionais para que estas emprestem esses montantes às empresas.
    Arrangement
    IFD poderá atuar como Arranger, negociando financiamentos com entidades internacionais (como o KfW ou o BEI), que celebram contratos com instituições financeiras nacionais, para que estas emprestem às empresas. Esses montantes não passam pelo balanço da IFD.

Coordenação das Participadas Financeiras e Desenho de Soluções
Instrumentos e Soluções Powered by IFD

Capital próprio ou Capital alheio

  • Soluções a desenvolver com entidades (ou usando instrumentos) existentes, na esfera pública, como a SPGM, a PME Investimentos, a Portugal Ventures e a SOFID, ou com operadores financeiros privados, como banca, SGM, capitais de risco ou Business Angels.
  • Visa introduzir, em programas ou produtos de financiamento das empresas oferecidos com apoio público, condições e soluções desenvolvidas pela IFD, ou em parceria com esta, para melhor servir no financiamento das atividades económicas.
  • Coordenação de entidades públicas na área do financiamento da atividade empresarial e da internacionalização.

“Portuguese Companies Circle”

O “Portuguese Companies Circle” foi concebido para juntar um grande grupo de empresas não cotadas, incluindo empresas de tamanho médio, representantes do sector financeiro, o mercado da bolsa, e outros intervenientes no mercado de capitais português. O ‘’Companies Circle’’ for criado no contexto do projeto “Mobilising Portuguese Capital Markets for Investment and Growth” fundado pela Comissão Europeia a pedido da CMVM e com o apoio da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD).

A missão do ‘’Companies Circle’’ é disponibilizar um fórum onde os participantes possam discutir os desafios e as oportunidades relativamente à utilização do mercado de capitais em Portugal e partilhar com os seus parceiros a documentação, os dados e as informações relevantes.

Reuniões

  • Primeira reunião: Portuguese Companies Circle Meeting on “Improving Access to Capital for Portuguese Companies”
  • A pedido da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), e com o apoio da Comissão Europeia, a OCDE concebeu o Projeto: “Mobilising Portuguese Capital Markets for Investment and Growth”. O objetivo final desta iniciativa sem precedentes é fazer recomendações para reformas que possam assegurar acesso a financiamento a longo-prazo às empresas portuguesas.

    Como parte deste projeto, a OCDE e a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), organizaram a primeira reunião do ‘’Portuguese Companies Circle’’ com profissionais de topo e peritos, para identificar políticas que ajudem a apoiar o desenvolvimento do mercado de capitais em Portugal. A reunião teve lugar no dia 9 de Outubro de 2019 no edifício da CMVM em Lisboa.

    Para efeitos de apoio aos diálogos, a OCDE desenvolveu dois relatórios sobre como as empresas Portuguesas não financeiras utilizam e interpretam o financiamento baseado no mercado. Um dos relatórios é focado nas empresas não cotadas e o outro relatório é acerca de empresas que retiraram as suas ações da bolsa nacional. Ambos os relatórios se baseiam num questionário feito diretamente às empresas portuguesas, divulgado nessa mesma reunião. Juntamente com os relatórios, foi enviada aos participantes antes da reunião uma agenda com tópicos e questões específicas para incentivar os diálogos.

    Quatro assuntos foram discutidos na reunião:
    • Condições do mercado e custos para cotação em bolsa
    • Estrutura legal e regulatória para cotação em bolsa
    • O Mercado de ações como origem de financiamento para empresas não-financeiras
    • A disponibilidade e a utilização de origens de financiamento alternativas

    Com base nestes dois relatórios e nas discussões da reunião do ‘’Companies Circle’’, o próximo passo será desenvolver um relatório com um diagnóstico que identifique desafios, oportunidades e recomendações para melhorar o acesso ao mercado financeiro para as empresas portuguesas.

    Lista de participantes
    Agenda
    OCDE Website

  • Análise do Mercado de Capitais da OCDE em Portugal
  • Após a crise financeira global de 2008 e a subsequente crise da dívida soberana na Europa, o governo português tomou medidas importantes para relançar a economia, abordando a capitalização de empresas e a recuperação de investimentos. No entanto, com uma alta dependência remanescente de empréstimos bancários, um número decrescente de empresas cotadas, falta de novas empresas cotadas e uma presença escassa de investidores institucionais, os mercados de capitais portugueses não se desenvolveram em todo o seu potencial. Portanto, a economia portuguesa beneficiaria enormemente de esforços adicionais para desenvolver mercados de capitais mais diversificados e integrados. Tais esforços permitiriam que a poupança privada financiasse, efetivamente, os investimentos na economia real e, ao mesmo tempo, proporcionasse às famílias novas oportunidades de investimento.

    Neste contexto, e a pedido da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a OCDE está a realizar uma análise abrangente do mercado de capitais em Portugal. Por meio de análises e recomendações de políticas, a análise fornecerá orientação aos tomadores das decisão nacionais, nos seus esforços para criar um ambiente regulador em que o mercado de capitais possa apoiar a dinâmica do setor empresarial e o investimento a longo prazo. Dado o papel central que os mercados de capitais terão em recapitalizar as empresas portuguesas atingidas pela crise do Covid-19, a análise também ajudará as autoridades portuguesas a adotar medidas que melhorem a capacidade dos mercados de capitais a fortalecer os balanços patrimoniais e fornecer às empresas financiamento a longo prazo. A análise é financiada pela União Europeia através do Programa de Apoio à Reforma Estrutural e implementada pela OCDE, em cooperação com a Direção-Geral da Comissão Europeia para o Apoio à Reforma Estrutural (DG REFORM).

    Como primeiros passos e com base numa pesquisa a empresas portuguesas realizada em 2019, a OCDE desenvolveu dois relatórios sobre “Melhorando o Acesso ao Capital para Empresas Portuguesas: Uma Pesquisa com Empresas Não Cotadas” e “Entendendo as Exclusões do Mercado de Ações Português”. Beneficiando das análises feitas nestes dois relatórios e consultas aos representantes de autoridades portuguesas relevantes, organizações empresariais, executivos e outras partes interessadas, a Revisão Final do Mercado de Capitais de Portugal da OCDE analisará o funcionamento dos mercados de capitais portugueses, fornecerá comparações internacionais e identificará recomendações de políticas.

    Melhorar o acesso ao capital das empresas portuguesas: um inquérito às empresas não cotadas

    A OCDE realizou uma extensa pesquisa sobre como as empresas portuguesas não financeiras não cotadas usam e percebem o financiamento baseado no mercado. A pesquisa abrangeu grandes empresas não cotadas e algumas empresas menores consideradas com potencial de crescimento. Este relatório resume os resultados da pesquisa e analisa-os tendo em conta dados adicionais, a nível da empresa e da transação, do conjunto de dados da ‘Capital Market Series’ da OCDE.

    Entendendo as Exclusões do Mercado de Ações Português

    Este relatório analisa os fatores que impulsionaram as exclusões do mercado de ações Português e fornece informações sobre as empresas excluídas e as razões para tal.

    Portugal perdeu dois terços das empresas cotadas nas últimas duas décadas. Além do declínio no número de novas listagens, o mercado de ações também experimentou um aumento no número de empresas que saem do mercado de ações, as chamadas exclusões. Este relatório analisa os fatores que impulsionaram as exclusões do mercado de ações Português e fornece informações sobre as empresas excluídas e suas razões para fazê-lo.

    Documentos

    Understanding Delistings from the Portuguese Stock Market

    Improving Access to Capital for Portuguese Companies